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Radionovela Fevereiro 22, 2010

Posted by Lucas Gabriel Marins in Faculdade, Ficção.
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Resolvi dar uma olhada nos antigos trabalhos de faculdade e achei esta radionovela feita por Lucas Marins e Talita Bridum, no final de 2008. É aterrorizante!! HAHAHA.

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Moça bêbada, Do Começo ao Fim Maio 21, 2009

Posted by Lucas Gabriel Marins in Curiosidades, Dia a dia, Ficção, Vídeo.
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Hoje, no meio da tarde, algo inusitado aconteceu. No centro, próximo do teatro Guaíra, uma moça, com seus 20 anos de idade – mochila de Ciências Sociais nas costas – , olhou fundo nos meus olhos e disse: você irá morrer em breve. Com medo, e muita curiosidade, perguntei porque tão bela rapariga dizia aquilo pra mim, um jovem que tem a vida toda pela frente. Ela, ainda com o olhar fixo e o bafo de pinga quase me deixando louco falou, com veemência, que meu destino não era ficar nesta terra, pois anjos – até parece, né? – devem subir aos céus. Bom, ela não sabe, que interiormente, todos têm desejos incontroláveis, seja em relação a sexo, violência e outras vontades que todo animal –irracional ou não – sente. O homem, e boto como exemplo eu, é um fdp que peca a cada 10 segundos.  Mesmo dando uma de moralista “ Ah, não vejo filmes pornôs e odeio programas sensacionalistas”, na sala de sua casa ou no quarto escondido da mãe, é inevitavel procurar realizar pecados tão criticados. Aff,  tenho raiva de começar a escrever e o texto acabar em sexo e violência. Isso mostra incapacidade de discutir sobre outros assuntos. Bom, mas fazer o que, se a educação que recebi – não dos meus pais e sim da sociedade – fizeram eu cair nesse círculo, tenho que aproveitar e usar ao meu favor.  E falando em sexo,  um filme, que não fará referência explicita ao ato, será lançado no Brasil e com toda certeza terá forte repercussão. Do Começo ao Fim, de Aluízio Abranches, conta a história de dois irmãos homens, filhos da mesma mãe, que acabam se apaixonando. Quer algo mais provocativo que isso? Veja o trailer promocional do youtube.

Brenda mata polaco Dezembro 30, 2008

Posted by Lucas Gabriel Marins in Ficção.
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Um homem, com seus trinta anos, foi fuzilado pelas costas no Osternack, em Curitiba, segundo o site Paraná-online. Aqui, fornecerei informações relevantes sobre a vítima.

Juraci Grite, mais conhecido como Polaco, morava no Osternack. Vivia numa casa modesta, de madeira, com apenas três comodos, próxima a linha do trem que corta o bairro, ou invasão, não sei muito bem. Na residência havia poucos móveis, dispostos de maneira a facilitar a passagem. O movimento de pessoas era intenso, pois Polaco ganhava a vida como médium. Entre seus clientes, figurões de Curitiba, como Rafael Greca e Cristovão Tezza. O último, mesmo sendo uma pessoa nada adepta a religião ou qualquer coisa do tipo, acreditava nos dizeres de Juraci. Na década de 80, o escritor talentoso fora na casa do pai de Polaco, o Alemão, e perguntou sobre sua vida. Recebeu como resposta as seguintes preces. “Você terá um filho com sindrome de down e graças a ele, e claro, sua capacidade intelectual, um prêmio Jabuti será concedido a vossa senhoria. Mas para isso, a sua pessoa deve virar cliente do meu filho, pois o menino, hoje magrinho e fedorento, será um brilhante médium.” Bom, após a morte de Alemão, Cristovão virou cliente assíduo do antigo fedorento e, hoje, todos sabemos, ganhou diversos prêmios, inclusive o Jabuti.Voltando ao Juraci. Ele ganhava uma boa grana, mas não queria sair do bairro. Lá, havia criado um laço com os moradores e não gostaria de deixar de lado a casa onde aprendeu tudo sobre a profissão que exerce. No dia 28 de dezembro de 2008, Juraci recebeu Brenda, aquele moça da série Six Feet Under que latia para os psiquiatras. Fissurada em sexo, a moça que mais parece o cachorro Lassie, se insinuou para o futuro falecido. Super profissional, meio assexuado e ainda por cima gay, Polaco não quis nada, e pediu para a moça ir embora. Bom, no dia seguinte, não preciso nem dizer o que aconteceu, não é? Seis tiros e uma ideia: Não recuse transar com mulheres diagnosticadas com a sindrome borderline.

PESSOAL, O TEXTO ACIMA É PURA FICÇÃO.

Ficção – Uma realidade diferente Agosto 18, 2008

Posted by Lucas Gabriel Marins in Ficção.
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Na quarta feira passada saí da realidade conturbada do dia-a-dia e entrei em um mundo alternativo, totalmente a parte do que acontece aqui fora. Entre as milhares de portas, sabe-se lá destinadas a que, havia alguns dormitórios, mobiliados com cores alegres e pertences infantis. Ao ultrapassar a linha que separa o quarto do corredor, me deparei com bonecas de pano, penteadeiras lotadas de maquiagem e guarda-roupas enfeitados com adesivos e penduricalhos que não faziam referência ao hóspede. Tudo era tão belo e aconchegante, como aqueles aposentos ingleses onde há uma lareira acesa esquentando o cômodo, que acabei por esquecer quem habitava aquele santuário colorido e animado.
Era uma senhora, doente e tristonha, dona de uma voz muito baixa e fria, capaz de arrepiar até o último pelo do corpo. Quando a vi, todo o sentimento quente que havia em meu coração foi resfriado e deu lugar a uma pedra, gelada e dura como a face da velhinha a minha frente. Ela me olhou, fez um sinal com a cabeça, me deu um pontapé na bunda, e eu sai. Continuando minha caminhada em busca de informações relevantes a conclusão de minha reportagem, cheguei à ala de psiquiatria e levei um susto. Parecia que de uma hora pra outra eu havia saído do meu país, passado pelo mundo das idosas mal encaradas e entrado no filme de Dan O’Bannon, Os Mortos Vivos. Alguns minutos depois, elas começaram a gritar, tirar as calças, subir em cima das mesas que havia no local e dançar a “macarena”. Cuspiram em meu rosto, mas não era saliva, pois a meleca escarrada pelas mulheres alopradas era gosmenta, verde e fedorenta, como o líquido que sai do lixo, o chorume.
Fiquei com tanto medo que corri, corri igual ao papa-léguas fugindo do coyote, eu parecia um fugitivo sendo perseguido por um cachorro demoníaco prestes e arrancar metade de sua perna. Ao chegar à porta do estabelecimento, que se chamava asilo, as recepcionistas tentaram me agarrar, pois achavam que eu havia roubado algum pertence alheio. Com toda minha agilidade eu as driblei, pulei o portão e corri para o terminal do Cabral, umas duas ruas a frente do local. Na catraca do terminal, senti um mal estar e comecei a vomitar. Mas a água que saia do meu estomago não era branca, nem verde e muito menos uma mistura de vários alimentos mastigados, e sim sangue. Senti que a morte estava vindo em minha direção, eu vi o pânico, aquele do filme, agarrar minha mão e dizer: Eu te amo!
Cheguei a sentir o fogo do inferno queimar minha cabeça. Nesse momento, recordei meu nascimento problemático, o momento exato em que sai do útero de minha mãe e mostrei a todos minha nuca deficiente; lembrei da minha infância cruel, na casa dos meus tios pedófilos que abusavam de minha inocência e trabalhavam para tirar de mim toda a alta estima que um ser precisa ter; e vi minha adolescência promiscua vivida ao redor de sexo, drogas, livros e brigas em bares pobres do subúrbio da cidade.
Chorei, chorei como um bebê, um neném a espera de leite. Acordei, sim, acordei numa clínica chamada Quinta do Sol, especializada em reabilitação de usuários de drogas. E percebi, sim, percebi que minha vida apesar de conturbada e problemática, me proporciona o que muita gente sonha em ter, mas não consegue: uma imaginação fértil.