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Educação, um passo para cidadania Dezembro 31, 2009

Posted by Lucas Gabriel Marins in Uncategorized.
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Por Lucas Marins

Nesta discussão, que é muito ampla e será resumida em poucos parágrafos, deve-se levar em consideração aspectos políticos, econômicos e religiosos. Vamos lá. O problema da educação dos brasileiros vem desde a colonização. O Brasil era o local ideal para farrear. Daqui se tirava, mas não se repunha. Naquela época – hoje em dia continua da mesma maneira – a pessoa só pensava em si e a coletividade que fosse para o inferno. É a tal da liberdade individual, sem intervenção do Estado, que acaba deixando o cidadão fazer o que bem quer, afastando-o da função de fiscalizar os órgãos públicos (isso não é uma demonstração de apoio ao regime ditatorial, mas sim um apelo à população “participem da vida política”). Apesar de sermos uma democracia representativa, a nossa participação deveria ser mais ativa.


E o Brasil evolui é com educação, não com investimentos em segmentos desnecessários. Em uma pesquisa divulgada em 2007 pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o país é que menos gasta com estudantes – R$ 2.488 -, enquanto Luxemburgo, na Europa, gasta R$ 25.75.

A educação pode colocar na cabeça do cidadão que ele precisa ficar atento ao que seus representantes fazem na administração pública. A promoção da educação pode reverter a péssima posição em que o Brasil se encontra na relação do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) – entre 182 países, o Brasil ocupa a 75º posição. A educação, que é garantida – só no papel – pela constituição, poderia reverter o quadro de violência que está estampado na mídia – é queda de helicóptero no Rio, brigas de gangues, menina jogada pela janela ou estuprada e colocada em mala, filho de senador que censura jornal, assessores escondendo dinheiro na cueca e nas meias, governadores recebendo dinheiro ilícito, menina hostilizada em uma instituição em São Paulo e por aí vai.

A educação é a base de tudo. Se os traficantes do morro tivessem acesso à educação, eles não derrubariam um helicóptero; se a garotada da Uniban tivesse palestras sobre respeito, com certeza Geyse Arruda, a menina da minissaia, não seria tratada como foi. Não que a educação seja a chave do sucesso, pois a família – principalmente ela – e outras instituições possuem papéis imprescindíveis na formação do caboclo; mas é a educação que promove o conhecimento e faz com que o cidadão pense no todo – na coletividade. E esse é o problema de hoje em dia. As pessoas só pensam no momento, no agora. Não querem saber do futuro e muito menos se a mãe do vizinho está prestes a morrer. Chega de individualismo.

O Brasil pode melhorar sim na educação, tanto no ensino fundamental, médio e superior. O ministro da Economia, Guido Mantega, conseguiu colocar o Brasil numa posição boa em relação aos outros países em plena crise financeira. Agora é a vez do Fernando Haddad e dos próximos ministros da área trabalharem juntos com órgãos internacionais, como a Unesco, na promoção de uma educação com qualidade, que atinja não somente os bem afortunados.

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