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Caminhos sexuais Junho 18, 2010

Posted by Lucas Gabriel Marins in Curiosidades, Dia a dia, Faculdade, Imprensa.
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Apesar de não ter muita vergonha na cara, entrar em uma sex shop, no meio da tarde, é algo constrangedor. Antes de passar pela porta vermelha e branca de uma das filiais da Sex Boutique – há duas em Curitiba e uma em Porto Alegre -, na Travessa Jesuíno Marcondes, nos arredores da Praça Osório, caminhei umas três vezes pela frente, fingi que atendi o celular e, por fim, depois de mais alguns minutos de tensão, criei coragem. Havia mais de oito meninas vendendo pênis de borrachas, pênis vibradores, vaginas rosas, gel anal, calcinha comestível e outros milhares de produtos. Fui direto à caixa, uma mulher de uns 39 anos, branca, de olhos pretos e cara amarrada – parecia aquelas velhas dos filmes que maltratam as crianças –, uniforme preto e unha pintada de vermelho. Apesar de todas as demonstrações de uma possível ruindade, resolvi conversar com ela e agir da maneira que todo repórter deve se comportar.

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Banda Nuvens faz Sarau no Conservatório de MPB Maio 14, 2010

Posted by Lucas Gabriel Marins in Uncategorized.
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Banda nuvens realiza sarau durante feirinha do Largo da Ordem, no centro da cidade

No próximo domingo, 16, a partir das 11 horas, acontece o Sarau nas Nuvens, promovido pela Banda Nuvens no Conservatório de MPB. O evento ocorre durante a feirinha do Largo e conta com apresentações musicais, teatrais, performances de dança contemporânea e exposições.

A primeira banda a se apresentar no domingo é a DasVelas, formada por ex-integrantes do Terminal Guadalupe. O grupo musical Regra4 também mostra seu trabalho autoral. A Nuvens, que irá apresentar canções novas, é a última a entrar.

Fonte: Rodrigo Torrezan

A ideia do Sarau surgiu da necessidade de dialogar com outros artistas. Música, teatro, dança, artes visuais, cinema, literatura e outras vertentes culturais devem dividir o mesmo palco para criar um tipo de interação diferenciada.

O Sarau também dá espaço a novos artistas. No Palco Aberto, um dos espaços do evento, a pessoa que tem propensão a fazer arte pode apresentar algo – declamar uma poesia, cantar uma canção, tocar um instrumento e até representar. Para isso, basta realizar a inscrição durante o evento.

É a 5ª edição do Sarau nas Nuvens – a 1ª de 2010. Nos anos anteriores artistas como o cantor e compositor André Abujamra; o produtor, cantor e compositor Carlos Careqa e a banda charme chulo participaram do encontro. Neste ano, o diretor teatral Edson Bueno, novo parceiro da banda, estará presente.

Serviço

Sarau nas Nuvens
Data: Domingo,16 de maio
Local: Conservatório de MPB (Rua 13 de Maio, 66 – Largo da Ordem), durante a feirinha.
Horário: a partir das 11h
Entrada: R$5. Pode ser adquirido na hora ou no Era Só o que faltava – Av. República Argentina, 1334)

A entrevista Abril 6, 2010

Posted by Lucas Gabriel Marins in Dia a dia, Faculdade.
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Ele coça o rosto. Olha para cima, deixa os olhos semi-abertos e vira a cabeça de lado. Está pensativo. Neste mesmo instante a repórter, a 30 cm dele, segura o microfone com uma das mãos e, com a outra, mantém uma agenda marrom à altura dos olhos. Revisa as perguntas. Repete-as em voz baixa. O cinegrafista, com camisa risca de giz, faz os últimos ajustes na Panasonic com lente Layca. “Como vou ‘bater’ o branco?”, pergunta. Ofereço as páginas do meu bloquinho. Todos prontos. Uma menina, quase albina, com dread na cabeça, camiseta colorida e um pedaço de bambu na orelha acompanha a filmagem. “Vim conhecer o trabalho da empresa.”

Os transeuntes, que passam pelo prédio histórico da UFPR, na Praça Santos Andrade, olham a cena. Também acompanha a entrevista uma vendedora ambulante, sentada a dez passos de distância em seu banquinho de madeira, colocado no meio de brincos, argolas, pulseiras e outras bugigangas feitas artesanalmente.

“O que você acha das políticas de cotas?”, a repórter pergunta. Ele gagueja. Deixa, novamente, os olhos semi-abertos, aspira e, por fim, responde: “Não sou contra, nem a favor…”.  Gesticula, enquanto fala, coça o rosto, olha para os lados, pisca rapidamente… Próxima pergunta: “Os cotistas sofrem preconceito?”. “Acchho qqquuuee… por favor, começa de novo.” “Claro”, ela responde. “Os cotistas sofrem preconceito?”, ela repete. O entrevistado vira a cabeça, procurando argumentos no ar ou nos rostos das pessoas. “Sim, lembro que, no começo, o povo que não passou na Federal dizia ‘Ah, um cotista pegou minha vaga… ’” “OK, muito obrigada pela entrevista”, ela finaliza.

Termina. Todos se despendem. Beijo no rosto da menina do bambu, beijo no rosto da repórter e aperto de mão com o cinegrafista. O vento está gelado. Apesar disso, um pingo de suor escorre pelo rosto do entrevistado. “E aí Lucas, fui bem?”  “Claro”, respondo, “mas prefiro você como repórter”. “Por que eles o entrevistaram sobre cotas, sendo que você não é cotista?”, pergunto. “Ah, acho que a repórter,quando me ligou, confundiu bolsista com cotista”. “Hummm”.

Como fazer dinheiro com o Twitter Fevereiro 25, 2010

Posted by Lucas Gabriel Marins in Imprensa.
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Ganhar dinheiro com o twitter é o sonho de todo tuiteiro. A Tessália, do Big Brother Brasil, que o diga. No programa ela revelou como consegue grana com a rede social. “Através de publicidade”. Mas, uma divulgação direta, como “compre batom”, típica de televisão, além de não funcionar no twitter promove a perda de credibilidade da pessoa. E olha que credibilidade, em muitos casos, vale mais que dinheiro. O que fazer?

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Radionovela Fevereiro 22, 2010

Posted by Lucas Gabriel Marins in Faculdade, Ficção.
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Resolvi dar uma olhada nos antigos trabalhos de faculdade e achei esta radionovela feita por Lucas Marins e Talita Bridum, no final de 2008. É aterrorizante!! HAHAHA.

Gripe Suína – Videoclipe Fevereiro 22, 2010

Posted by Lucas Gabriel Marins in Uncategorized.
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Videoclipe criado, produzido e “editado”  por estudantes de jornalismo em meados do passado (2009), para disciplina de Telejornalismo 3.  O objetivo era produzir um vídeo sem cortes. O roteiro foi escrito – falado, na verdade –  minutos antes de começar a aula, ou seja,  feito totalmente às pressas. Os créditos estão no final do vídeo.

Educação, um passo para cidadania Dezembro 31, 2009

Posted by Lucas Gabriel Marins in Uncategorized.
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Por Lucas Marins

Nesta discussão, que é muito ampla e será resumida em poucos parágrafos, deve-se levar em consideração aspectos políticos, econômicos e religiosos. Vamos lá. O problema da educação dos brasileiros vem desde a colonização. O Brasil era o local ideal para farrear. Daqui se tirava, mas não se repunha. Naquela época – hoje em dia continua da mesma maneira – a pessoa só pensava em si e a coletividade que fosse para o inferno. É a tal da liberdade individual, sem intervenção do Estado, que acaba deixando o cidadão fazer o que bem quer, afastando-o da função de fiscalizar os órgãos públicos (isso não é uma demonstração de apoio ao regime ditatorial, mas sim um apelo à população “participem da vida política”). Apesar de sermos uma democracia representativa, a nossa participação deveria ser mais ativa.

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Luiz Carlos Barreto, na visão do repórter Roberto Kaz Dezembro 18, 2009

Posted by Lucas Gabriel Marins in Uncategorized.
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Acabei de ler o perfil do cineasta Luiz Carlos Barreto – produtor do filme Lula, o Filho do Brasil – escrito pelo repórter da Revista Piauí, Roberto Kaz. Em “Metade Jesus Cristo, metade Al Capone”, Kaz conta toda a história do cineasta, de sua paixão pelo futebol na adolescência a atuação no lançamento do filme sobre Lula. Há tempos que não folheava a edição impressa da revista. Alegrou-me ver que continua da mesma maneira, com matérias profundas, bem escritas, mesclando jornalismo e literatura, sem deixar de lado a parte informativa.

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Leituras do MEZ da Gripe Dezembro 13, 2009

Posted by Lucas Gabriel Marins in Uncategorized.
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Outra análise de parte da obra de Vâlencio Xavier.

Por Lucas Marins

Diálogo

O leitor dialoga com o texto quando este o faz pensar. Se o caboclo for um analfabeto funcional a informação, seja ela em forma de literatura, jornalismo ou publicidade – com restrições, pois este tipo de comunicação é persuasiva -, será simplesmente um apanhado de letras que não significa nada. No caso do MEZ da Gripe a “conversa” do leitor com o texto se faz a partir da interpretação pessoal dos acontecimentos. Valêncio Xavier utiliza diferentes formas de linguagens para mostrar um fato do século passado. A pessoa que lê o livro vê fragmentos que no final, ou melhor, na interpretação final, transformam-se em um todo. É como na primeira parte do livro Fama e Anonimato, do Gay Talese. O jornalista, a partir de micronarrativas, apresenta Nova Iorque com fragmentos de histórias de pessoas anônimas, dando, após o término da leitura, um panorama geral da cidade.

Página do jornal Diário da Tarde

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O Mez da Gripe Dezembro 13, 2009

Posted by Lucas Gabriel Marins in Uncategorized.
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Para não deixar o blog morrer, postarei alguns trabalhos feitos na faculdade. O texto abaixo é uma análise de parte da obra O Mez da Gripe, do Valêncio Xavier.

Por Lucas Marins e Poliana Dal Bosco

Interpretações de Vâlencio Xavier, a partir de recortes de jornais e outras informações, sobre a gripe espanhola que "assolou" Curitiba em 1918


Limite entre realidade e discurso jornalístico

No jornal Commércio do Paraná as matérias mais detalhadas trazem muitos dados irrelevantes, o que hoje em dia seria considerado “nariz de cera”. No texto que fala de um débil do hospício que matou algumas pessoas, por exemplo, os dois jornais são “antiéticos”, pois a maneira que abordam a notícia é imoral. Há divergências em ambos. No Commércio, eles contam a história e apontam determinados personagens, mas na somatória final o número passado por eles não bate com o total de vítimas apontado na história. A matéria do Diário da Tarde também diverge da do Commércio nos quesitos números de morte e nomes de alguns personagens. Ou seja, faltou apuração dos dois veículos de comunicação.Quando dados sobre a gripe espanhola são divulgados também há incongruências. Mas isso não é culpa somente dos jornais, pois as autoridades deturpavam as informações.

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